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sábado, 27 de dezembro de 2008

Como lidar com a nossa era tecnológica.

Como essa vida é corrida! Tem tanta coisa para fazer! Trabalho, cursos para estudar, trabalho, dinheiro para ganhar, trabalho, escolas para os nossos filhos, trabalho, diversão, trabalho, e vai, e vai, e vai . . .
Muita coisa mudou, desde a nossa infância. Hoje estão sempre exigindo cursos de computador e de digitação. Mas é tanta coisa, que não conseguimos dar conta. Talvez você seja uma dessas pessoas que se sente totalmente perdida no meio de tanta novidade. Talvez você esteja numa situação pior. Talvez você odeia a tecnologia. Você criou um sentimento asco e gostaria de voltar atrás no tempo. Não no tempo da carroça de boi, mas pelo menos no tempo onde só existia rádio e televisão.
Podemos nos lembrar quando éramos pequenos. Alguns conheciam a televisão preto e branco. Menos ainda, conheciam a televisão colorida.
Computador era ficção científica e a maioria das pessoas não se interessavam pensando que jamais algo do gênero estaria nas mesas dos nossos escritórios e nem nos nossos quartos em casa. Hoje, para se ter um emprego menos que digno, é necessário um conhecimento, pelo menos fundamental em como usar um computador. Mas para isso é necessário repensar muito. É necessário ter alguns pontos importantes na sua mente para saber como proceder com a tecnologia. Posso te afirmar uma coisa: o problema não é a tecnologia. Talvez no final, posso dizer o que acredito ser, mas, por enquanto, vou me manter no limite de mostrar como a tecnologia NÃO é o problema em si.

Acho que um pensamento importante para se COMEÇAR a saber lidar com a explosão tecnológica de hoje é a seguinte:

  • Toda a tecnologia é uma imitação simples da natureza.
Natureza não é árvores, mata, rios, ecosistema ou passarinhos etc. Quando falo de natureza, estou falando de tudo o que existe no mundo físico que inclui a parte do ecosistema. Mas também inclui matéria, átomos, sistemas e muito, muito mais.
Mesmo assim, vou usar muitos exemplos da ecologia e do campo e lavoura. Você ri? Não devia. Pois as mesmas regras que governam sobre um pé de milho governa sobre um computador. A mesma organização para cuidar de um galinheiro continua funcionando para manter o seu disco (HD para os mais conhecedores) limpo, organizado e livre de pestes. A horticultura segue os mesmos princípios de manejo, preparo, adubação, controle de pestes, produtividade e tantos outros que funcionam, também, no seu computador. Mas o computador é sempre, SEMPRE, mais simples do que qualquer coisa que existe na natureza.
Até aqui, eu venho usando o computador como exemplo de tecnologia, mas a tecnologia é muito mais do que um computador. No entanto, vou me ater ao computador, porque é o "bicho de sete cabeças" para muitos. Vou escrever um artigo mais adiante sobre o que exatamente é a tecnologia.
Paro por aqui, mas logo vou continuar com mais pensamentos.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

"Mim" não faz Nada, Tarzan!

Uma questão que sempre nos incomoda é a dúvida sobre qual palavra usar: "eu" ou "mim"…
O correto é "traga água para mim beber" ou "traga água para eu beber"?
Apesar da confusão, há uma forma fácil de acabar com suas dúvidas sobre o uso dessas duas palavras. Para resolver a encrenca, basta você lembrar que "eu" é um pronome pessoal do caso reto. Ou seja: é uma das pessoas que usamos para conjugar um verbo (eu, tu, ele, nós, vós e eles). Isso já mata parte da charada: quando houver um verbo (uma ação sendo realizada), temos que usar um pronome pessoal – no nosso caso, "eu".
Então, o correto seria "traga água para eu beber".
Simples, não?
Agora, e se tirarmos o verbo? Deve ficar "traga água para eu" ou "traga água para mim"?
Bem, na ausência de uma ação explícita, o pronome pessoal reto perde sua função. Dessa forma, o correto seria "traga água para mim".
Então, resumindo: quando há um verbo, utiliza-se "eu", caso contrário, vai o "mim".
Para ficar mais fácil, lembre-se do título deste texto – visualize você ou outra pessoa conversando com o Tarza e dizendo "Mim não faz nada, Tarzan!". Assim, você lembrará que o "mim" não pode ser utilizado juntamente com uma ação (verbo). Ou seja: "Mim não faz nada"!
Uma última questão…
O que vocês acham: o correto é "há um problema entre eu e ele", ou "há um problema entre mim e ele"?
Como não há um verbo ligado ao pronome, conforme nossa regra, estaria correto "há um problema entre mim e ele". Pode soar muuuito estranho, mas é o correto.
Como podemos ver, nem sempre a forma correta na língua portuguesa é aquela que soa mais normal…
Mas, na dúvida, você pode dizer "existe um problema entre nós"! :D
Um forte aperto de mão a todos!

Sechium Edule

terça-feira, 8 de abril de 2008

Meu nome é Bond… Tiago Bond!

Meu nome é Bond… Tiago Bond!

Hoje vamos falar um pouco sobre etimologia dos nomes…
Em nossa cultura, não damos tanta importância para o significado de nossos nomes e sobrenomes, mas pode ter certeza que todos carregam consigo origens e histórias bastante interessantes.
Para começar, resolvi escrever sobre um dos nomes que considero possuir uma das histórias mais interessantes: Tiago.
A origem desse nome tão comum em nossos dias é judaica. Na verdade, é um nome tão antigo que data de um período em que os judeus ainda não constituíam um povo, mas apenas uma família grande (e, pasmem, eles nem deveriam sonhar que seriam chamados de judeus!).
Tiago tem como língua materna o hebraico, mas sua pronúncia não era bem esta que conhecemos… A primeira versão do nome foi Yakob – ou seja, nosso também conhecido “Jacó”.
Isso mesmo! Tiago é uma versão mais moderna de Jacó… Parece estranho, não é? Mas começa a parecer lógico se traçarmos a “genealogia” desse nome:
Ao pronunciar corretamente o nome Jacó conforme a língua hebraica, como vimos acima, ele fica mais ou menos assim: Yacob (com B mudo). O “próximo descendente na linhagem” seria uma versão árabe desse nome: Iago (talvez você também conheça alguém com esse nome…). E, finalmente, a terceira geração de nomes nasceu com uma adaptação desses nomes para a língua grega do primeiro século: Tiago.
Agora tem lógica, não tem? – apesar de continuar um tanto estranho…
Ah! Antes que eu me esqueça, creio que vocês irão gostar de saber o significado desses nomes… A palavra que originou essa salada de nomes possui um significado não tão digno… Em hebraico, yacob significa “enganador”, ou “aquele que tira vantagem – mas se você tem um amigo que se chama Tiago, não precisa chamar ele de mentiroso… hehe).
Uma última curiosidade (e essa é para vocês entenderem o porquê do título deste artigo): nós vimos o nome Tiago em hebraico, árabe e grego… Mas como seria esse nome em inglês? Pasmem: Tiago em inglês é “James”!!! Isso mesmo… James é a versão inglesa de Jacó, Iago e Tiago…
Por isso, nosso querido agente 007, se fosse brasileiro, se chamaria “Tiago Bond”!
Que doideira…
Espero que todos tenham gostado de mais essa curiosidade lingüística…
Em breve estaremos inserindo outros textos com mais explicações interessantes sobre a origem de outros nomes.
Um forte aperto de mão, e até mais!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Você: segunda ou terceira pessoa?

Já notou que quando aprendemos sobre os pronomes pessoais do caso reto não tratamos muito do “você”? É interessante, mas os professores geralmente não se preocupam muito em explicar aos seus alunos a classificação e aplicação adequadas para essa palavrinha tão usada em nosso dia-a-dia…

Mas sempre tem o “Joãozinho” ou o “Juquinha”, e até a “Mariazinha” pensa um pouquinho e pergunta: “Eu, tu, ele, nós, vós e eles… Mas, professora, e o ‘você’”?

Nesses casos, a professora pode simplesmente ignorar a questão por não saber ou não estar com vontade de responder – o que, infelizmente, acontece muitas vezes –, ou explica que o “você” se enquadra na categoria de terceira pessoa dos pronomes pessoais do caso reto.

Hmmm… É indubitável que os verbos que seguem um “você” são conjugados na terceira pessoa, mas por que isso ocorre se essa palavra é usada quando nos dirigimos diretamente à pessoa com quem estamos falando? Isso não deveria significar que é a segunda pessoa do singular do caso reto?

Para entender isso, precisamos usar um pouco de etimologia… A palavra “você” nem sempre foi assim… Na verdade, sua primeira forma oficial na língua portuguesa foi “Vossa Mercê”. Com o tempo e a aplicação da língua por pessoas “menos doutas” e/ou de uma origem lingüística diferente, a expressão passou a ser utilizada como “vossemecê” e, posteriormente, como “vosmecê”. Finalmente, essa transformação deu origem ao nosso querido “você”.

Bem… mas voltando à etimologia… “Vossa” é: a forma feminina do pronome possessivo que define aquilo que pertence a vós. Como “vós” é a segunda pessoa do plural dentro dos pronomes pessoais do caso reto, ao dizer “Vossa Mercê”, estamos nos referindo àquele com quem falamos como se fosse um terceiro!

É estranho, mas é assim que funciona…

Na realidade, isso ocorre porque, ao contrário do que possa parecer, em sua origem, nosso tão comum “você” era utilizado como uma forma mais formal e respeitosa para se referir àquele com quem se conversava. “Tu” era a expressão que denotava maior intimidade (!) entre os interlocutores, enquanto “Vossa Mercê” era utilizado em situações em que não se conhecia bem o outro sujeito, ou queria-se dar uma maior impressão de respeito.

Note-se que é comum em várias culturas aqueles que possuem títulos de nobreza ou status social preferir ser tratado com pronomes pessoais no plural (nós, vós, eles…).

Enfim… Por causa dessa origem meio confusa, os verbos que são apresentados após o “você” são conjugados na terceira pessoa.

Então “você” é classificado como terceira pessoa dentre os pronomes pessoais do caso reto? Na verdade não… É aplicada como se fosse, mas, conforme o dicionário virtual Priberam, “você” é a forma tônica do pronome de segunda pessoa, que desempenha a função, quer de sujeito, quer de complemento.

Que história mais confusa para uma palavra tão simples, que utilizamos todos os dias sem nem perceber!

Mas é isso mesmo, pessoal… Por trás de muitas coisas que são tão simples que nos passam despercebidas pode haver histórias muito interessantes e intrigantes…

Espero que todos tenham aproveitado bem a “História do Você”, e que alguns também possam contribuir com mais detalhes dessa história, além de enviar eventuais dúvidas que tenham ficado após a leitura deste texto.

Um forte aperto de mão a todos!


Sechim edule

terça-feira, 25 de março de 2008

O que é blog?

Blog.
Nada melhor do que começar com a palavra mais relevante ao nosso blog - blog!
Vou ser sincero contigo. A primeira vez que ouvi essa palavra, me parecia o som de uma pessoa que havia tomado um café muito quente e precisava por para fora - blog! Bom, desde a primeira "impressão" dessa palavra, descobri muitas coisas.
Blog vem do inglês, mas se você for pesquisar a palavra a, digamos, uns quinze anos atrás, ela não existia. Não pelo menos na forma em que ela existe hoje. Blog foi criado juntando duas palavras e depois tirando uma parte: web + log.
Vamos ver o significado das duas palavras separadamente, e depois, vamos ver sobre o que elas, juntas, formaram.
web
No sentido simples e comum, significa "teia". No dicionário português-inglês online da Collins , define como teia (de aranha), membrana (num pé, como de um pato) e, por último, rede (de computadores). O terceiro sentido é o que usamos mais hoje no mundo dos computadores. Mas, ajuda para aquelas pessoas que gostam de visualizar as idéias de imaginar uma teia de aranha ou um pé de pato. Isso porque a rede mundial de computadores todos conectados (como você está nestes exato momento) é semelhante a uma teia grande e complexo (internet). O "www" dos sites vêm do inglês que significa "World Wide Web". Traduzido significa: "World = Mundo", "Wide = (muitas definições) amplo, abrangente, extenso, etc)", "Web = teia, emaranhado, etc".
Finalizando esta parte, a primeira metade da palavra começa com "web".
log
A segunda parte da palavra continua com "log". Esta palavrinha de três letras é o cão para traduzir do inglês, mas vamos eliminar a parte que não tem nada a ver como a nossa palavra (blog). O sentido "tora" para log pode ser eliminado. O outro sentido tem a ver com entrada de informação. Um exemplo, se você é uma dessas pessoas que gosta de ficar escrevendo suas idéias num diário, toda vez que você faz uma *entrada* no seu diário, chama-se de "log" no inglês. Isso se aplica a qualquer tipo de entrada escrita como entradas para relatórios financeiros, registros de capitães de navios, informações de uma empresa, etc. Quando entrou o computador nas nossas vidas, a idéia ficou, apenas mudou a forma.
Quando você acessa um computador que tem mais que uma pessoa usando, normalmente temos o usuário e a senha como necessários para fazer a entrada no computador. No inglês - log in.
Chegou um momento onde a web (internet) se tornou algo cada vez mais fácil de se conseguir. Mais e mais pessoas começaram a se interessar a colocar suas idéais, sentimentos, fotos, receitas, hobbies e muito mais numa página na web. Por esse conteúdo na página, consiste num "log".

Como é feito na web, e quando for publicado online chamamos isso de log, a página criada é uma espécie de diário pessoal. Juntando tudo, weblog. Como é de costume norte americano, a palavra acabou se encurtando para blog. Tiramos o "we" de "weblog" e sobra "blog".
A fórmula fica assim:
web + log = weblog - we = blog

Se você quiser saber mais, por favor, poste (o que significa essa palavra?)o seu comentário e vamos procurar fornecer mais informação.

sábado, 22 de março de 2008

Bem Vindo!

Seja bem vindo ao euKolos!
Este é um blog criado especialmente para os curiosos de plantão e estudiosos que tenham o desejo de se aprofundar nos mais diversos assuntos.
Buscaremos postar informações confiáveis sobre diversos temas, mas com a atenção especial para que tudo seja fácil para você entender.
A princípio vamos dar ênfase em questões relacionadas com nossa língua portuguesa (origem e significado de palavras e nomes, linguística e outras coisinhas...).
Apesar disso, pretendemos expandir para várias áreas do conhecimento.
Contamos, também, com a participação e as sugestões de todos vocês leitores.
Esperamos que todos possam aproveitar bem desse espaço.
Bons estudos!!!

Arquivo do euKolos

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